Banhada pela escuridão
Olhos claros, uma nascente
Corriam-lhe as águas
Em sua epiderme clara, clara
Levava consigo frangalhos escuros
Escuro
Escura é a alma que goteja
Gotas vermelhas
Orvalho de sangue que pinga
Ó nascente pupila
Pueril é o ódio que corre
Leva consigo o medo
Pois ele já não mais me pertence
E então me de asas
Que a queda me leve ao céu dos insanos
E livre estarás
Para desaguar em meus lábios
E adormecer no fel da pujante existência.
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