Banhada pela escuridão
Olhos claros, uma nascente
Corriam-lhe as águas
Em sua epiderme clara, clara
Levava consigo frangalhos escuros
Escuro
Escura é a alma que goteja
Gotas vermelhas
Orvalho de sangue que pinga
Ó nascente pupila
Pueril é o ódio que corre
Leva consigo o medo
Pois ele já não mais me pertence
E então me de asas
Que a queda me leve ao céu dos insanos
E livre estarás
Para desaguar em meus lábios
E adormecer no fel da pujante existência.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
Indicação: O Morro dos Ventos Uivantes
Bom, como o
propósito do blog é compartilhar ideias (incluindo meus gostos pessoais), dessa
vez, venho compartilhar com vocês, meus caros, um livro que me encantou muito: O Morro dos Ventos Uivantes
ou com seu título original em inglês Wuthering
Heights.
Um clássico da
literatura inglesa escrito por Emily Brontë. O Morro
dos ventos Uivantes é uma história de amor, ira, vingança e obsessão, como já
disse Catalina Terrassa uma vez.
Sinopse: Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.
Resenha:
Já quero deixar claro que sou péssima com resenhas (pior ainda quando se trata
de clássicos, o que é o caso), então não sejam rudes. Esta é a minha primeira.
A história começa com a visita de Lockwood à Heathcliff na fazenda O Morro dos Ventos Uivantes, que ao procurar um lugar calmo, longe da loucura da cidade grande aluga a Granja dos Tordos. A frieza de seu senhorio e dos moradores da fazenda, de certa forma, chama a atenção de Lockwood. Após pegar uma gripe, ele se instala na Granja apesar de toda a relutância em permanecer perto de seu rude senhorio, e fica aos cuidados de Nelly.
A trama é quase toda narrada pela testemunha
que presenciou a história de pertinho – Ellen Dean (Nelly); a governanta.
Tudo começa quando o Sr. Earnshaw, o patriarca da família faz uma viagem e
traz consigo o pequeno Heathcliff, um menino de pele escura que todos acham ser
um cigano. Porém, em momento algum da história sua procedência é revelada.
Heathcliff é tratado com muito
amor, o que faz Hindley, o filho mais velho, desenvolver um ódio mortal pelo
garoto, enquanto Catherine, sua irmã, mantém uma relação de amizade pura com o
órfão.
A situação muda totalmente com a
morte do Sr. Earnshaw, e a propriedade passa para as mãos de Hindley, que vê a
oportunidade perfeita para se vingar, colocando Heathcliff como um mero empregado
e o sujeitando a constantes humilhações, alimentando assim o ódio do garoto e
seu gênio ruim, como já dizia Nelly. Mas os sentimentos de Catherine e
do órfão não se abalam e ela continua ao lado do garoto.
Tudo muda quando em uma das suas “estripulias” Cathy se machuca na propriedade dos Linton, que sentindo-se culpados abrigam a garota na Granja e expulsam Heathcliff. Lá Catherine faz amizade com Isabella e Edgar, os filhos do casal, e a tornam uma garota delicada, refinada e cheia de bons modos. Mesmo ao voltar pra casa, a garota passa a conviver mais tempo com os Linton do que com seu amigo de infância, aumentando ainda mais sua melancolia.
Tudo muda quando em uma das suas “estripulias” Cathy se machuca na propriedade dos Linton, que sentindo-se culpados abrigam a garota na Granja e expulsam Heathcliff. Lá Catherine faz amizade com Isabella e Edgar, os filhos do casal, e a tornam uma garota delicada, refinada e cheia de bons modos. Mesmo ao voltar pra casa, a garota passa a conviver mais tempo com os Linton do que com seu amigo de infância, aumentando ainda mais sua melancolia.
Heathcliff foge ao escutar uma
conversa da menina com a governanta, onde ela revela todas suas angustias, incluindo sua relação com Edgar e o próprio Heathcliff.
Alguns anos depois, quando Catherine já esta
casada com Edgar, Heathcliff volta, agora já um homem e dono de uma riqueza
misteriosa. Porém o seu ódio parece ter aumentado, e ele retorna disposto a se
vingar de todos que lhe causaram mal no passado.
Eu diria que Wuthering Heights é um romance forte, atraente e misterioso. Mas se você está esperando beijinhos e amores inocentes, sinto muito decepcioná-lo.
Emily Brontë quebrou todos o clichês românticos, e mostra todo o drama, real, nu e cru. Forte demais para a sociedade da época. O amor obscuro de Catherine e Heathcliff é chocante e emocionou ao ponto de me levar à lagrimas.
Heathcliff é um
personagem inesquecível, e confesso que nutri por ele um sentimento ambíguo. O livro mostra o desenvolvimento de Heathcliff. O amor e ódio lado a lado, se chocando o tempo todo. Vocês o classificariam como vilão? Eu não. Heathcliff é independente, pessoal, único.
Eu não tenho costume de ler clássicos, mas consegui me adaptar rapidamente à linguagem. Mas se você está acostumado à literatura moderna, tem um árduo caminho a percorrer.
Eu não tenho costume de ler clássicos, mas consegui me adaptar rapidamente à linguagem. Mas se você está acostumado à literatura moderna, tem um árduo caminho a percorrer.
Você se sente preparado para encarar Heathcliff, Catherine e o Morro dos Ventos Uivantes? Vá em frente.
“Seja do que for que nossas almas são feitas, a dele e a minha são iguais.”
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