É engraçado como as pessoas nos cobram uma opção sexual como
se isso dissesse respeito ao caráter que temos. Como se a nossa resposta fosse determinar a aproximação ou distância que ela deva tomar, ou então (e o mais ridículo
de tudo), como se fossemos atacá-las sexualmente se respondêssemos que a preferência
que temos é a mesma que o seu sexo.
Outra coisa que vejo com frequência, é o preconceito dos
próprios “ditos homossexuais” com relação à própria opção sexual. Vejo muitas
vezes uma mensagem oculta de “Ah sou gay e não posso ficar com mulher” atrás dos
grandes discursos de liberdade de escolha. Afinal, escolha de que? De poder bater no peito por dizer que é diferente por se relacionar com uma pessoa do
mesmo sexo enquanto os demais não agem de tal forma? Será que isso pode ser
chamado de liberdade? E quanto a SUA
liberdade pessoal de poder fazer o que sente vontade, o que te faz bem e o que
te deixa feliz? É meio irônico não?!
“O Mais
difícil para Lucinha foi quando começou a desconfiar que o filho era bissexual,
depois de ler uma carta à um amigo que considerou carinhosa demais. Cazuza
tinha por volta de 18 anos. Um dia, perguntou sem rodeios: “Meu filho, você é
homossexual?” Cazuza respondeu tranquilamente: “Olha, mãe, eu não sou nem uma
coisa nem outra, porque nada é definitivo na vida. Você pode dizer que eu seja
bissexual, porque não fiz minha escolha ainda. Um dia posso gostar de um homem
como, no outro, gostar de uma mulher. Então não fique preocupada com isso”.
Se auto-rotular apenas
mostrará que você é contra um sistema e/ou a favor de outro. Mostrará apenas uma
vaga e talvez errada ideia de sua personalidade, de seu caráter, de sua ética.
Já parou para pensar se é isso que realmente deseja, ser apenas mais um dentre
tantos de um grupo nomeado, ou ser você, apenas e só você com direito de não
escolher, mas sim de aproveitar cada momento sem se preocupar em não quebrar alguma
regra. Ser apenas feliz.


